Porque não se deve chorar no trabalho?
Sabia que ter a lágrima no canto do olho pode ser visto como falta de profissionalismo?
O ato de chorar é um dos mais comuns em todo o mundo e aquele que melhor espelha as emoções de uma pessoa, podendo esta estar a chorar de riso e felicidade ou a chorar de tristeza, frustração e/ou preocupação.
Muitas pessoas evitam chorar em público por sentirem vergonha ou por acharem que é um momento íntimo e que não deve ser partilhado, contudo, nem sempre é possível evitar e lá vem uma ou outra lágrima num momento menos esperado.
O trabalho é um dos locais onde as pessoas menos querem chorar e sabe-se agora que é o local onde não o devem fazer. Conta a revista Time que um estudo da Tillburg University, nos Países Baixos, concluiu que chorar no trabalho pode ser visto com maus olhos pelos colegas e chefes.
O estudo
Para o estudo, publicado na British Journal of Social Psychology, os investigadores realizaram duas experiências junto de mil pessoas, que tiveram que revelar as suas impressões acerca da pessoa que se encontrava nas duas fotografias usada para os ensaios. Numa das imagens a pessoa aparecia com um lágrima a escorrer pelo rosto e na outra sem qualquer tipo de presença de choro.
Numa primeira avaliação, os participantes classificaram a pessoa com a lágrima como triste e menos competente, contudo, mostram-se mais dispostos a oferecer ajuda à pessoa que chorava do que aquela que não chorava.
Mas será que ajudariam mesmo? Essa foi a questão colocada pelos investigadores na segunda fase do estudo, em que questionaram os participantes sobre a possibilidade de chamarem ou não a pessoa chorosa para participar na conclusão de um projeto importante em poucas horas. E a resposta não poderia ter sido mais surpreendente: Mesmo aqueles que estavam dispostos a ajudar mostraram-se reticentes quando à participação da pessoa que chora no projeto, uma vez que a consideravam menos competente e mais frágil.
Para os investigadores, citados pela Time, o estudo é a prova de que as pessoas ficam sensibilizadas perante alguém a chorar, mas continuam a olhar para tal como uma fragilidade e como uma caraterística negativa.
Niels van de Ven, mentor do estudo, diz que o trabalho “é definitivamente um local onde chorar não é um ato muito apreciado”, uma vez que lá “normalmente tudo é sobre competência”.
Imagem: iStock

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