Lançado projecto de produção de peixe em gaiolas no Bengo
Um projecto para reprodução de peixe em gaiolas na lagoa do Úlua, Bengo, foi lançado sexta-feira, depois de investimentos de nove milhões de dólares (1.500 milhões de kwanzas) que vão beneficiar 30 ex-militares e suas famílias, inseridos em cinco cooperativas, noticiou a Angop.
O projecto, lançado pela secretária de Estado das Pescas, Antónia Nelumba, é constituído por 15 gaiolas distribuídas para cinco cooperativas de seis membros, sendo esperada uma produção anual de 13 toneladas de cacusso.
O Ministério das Pescas concebeu e implanta o projecto, participado também pelo Ministério da Assistência e Reinserção Social, Instituto de Reinserção dos Ex-Militares (IRSEM), Instituto de Apoio à Pesca Artesanal e empresa LN2 - que forneceu os insumos (gaiolas, ração e alevinos) e deu a formação aos aquacultores inseridos nas cooperativas, como garantirá o apoio técnico.
A secretária de Estado disse que o sector das Pescas estabelece políticas para o aumento da disponibilidade de alimentos e garantir a segurança alimentar no país, principalmente com a produção de proteína animal, o que está preconizado nos programas de intervenção nas comunidades, empresas e entidades interessadas na aquacultura.
“Fomentar a aquacultura para aumentar e diversificar a produção pesqueira é um dos nossos desafios. Por isso, através do programa dirigido para o aumento da produção de pescado, aprovado pelo Executivo, estamos a apoiar não só o empresariado de âmbito comercial, mas também a implementar projectos aquícolas na modalidade de gaiolas ou tanques escavados”, afirmou Antónia Nelumba.
O vice-governador para Área Técnica e Infra-estruturas do Bengo, José Major, considerou que o projecto para reprodução de peixe em gaiolas na lagoa do Úlua permitirá o fomento da piscicultura, assim como incentivará o associativismo e o cooperativismo.
Ao falar no lançamento do projecto, disse que o mesmo enquadra-se no programa de combate à fome e pobreza, bem como o desenvolvimento da piscicultura nas comunidades, com vista à melhoria das condições sociais dos beneficiários.
A inauguração do projecto contribui para o alcance da meta de 60 mil toneladas previstas no plano nacional de desenvolvimento 2013/2017, referiu José Major, frisando que as políticas do Estado estão direccionadas para os sectores que possam criar riqueza e emprego, apoiando a reinserção social e produtiva das populações que no período de guerra foram mais afectadas e tornaram-se vulneráveis. “Ensinar como preparar o alimento alternativo com base na matéria-prima local e capacitar para a melhoria das estruturas de reprodução são os grandes desafios que a piscicultura enfrenta em Angola”, lembrou o vice-governador.
Imagem: Reprodução

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