PAICG incentiva candidatura de Simões Pereira na Guiné-Bissau
A comissão política do PAIGC
em Cabo Verde manifestou hoje apoio a uma eventual candidatura de Domingos
Simões Pereira às eleições presidenciais na Guiné-Bissau, considerando que o
líder do partido tem melhores condições para liderar o "renascimento"
do país.
"Na sequência das
movimentações políticas na Guiné-Bissau, a comissão política do PAIGC em Cabo
Verde vem, por este meio, manifestar publicamente o seu apoio ao engenheiro
Domingos Simões Pereira, a quem encoraja a assumir a candidatura às próximas
presidenciais, apresentando o seu projeto nas primárias do partido",
manifestou em conferência de imprensa o presidente da comissão política do
partido em Cabo Verde, Pedro Barbosa Mendonça.
O responsável político indicou que a comissão tomou a
posição após recolher mais de 1.500 assinaturas de guineenses residentes em
todo o país a apoiar uma eventual candidatura do líder do partido às eleições
presidenciais, marcadas para novembro próximo.
Rodeado
de outros membros do partido, Pedro Barbosa Mendonça disse que Domingos Simões
Pereira é a pessoa que neste momento tem "melhores condições para liderar
o renascimento do país", após cinco anos mergulhados em sucessivas crises
políticas.
Apesar
de ainda não ter manifestado intenção de se candidatar, Barbosa Mendonça disse
que a comissão política incentiva Domingos Simões Pereira a avançar porque
"acredita que poderá ajudar a resolver problemas candentes na
Guiné-Bissau".
"O
presidente do partido ainda não se posicionou definitivamente se vai candidatar
ou não, é por isso que estamos a solicitar essa candidatura. Achamos que tem
melhor projeto para a Guiné-Bissau", prosseguiu o dirigente partidário
guineense residente em Cabo Verde.
Sobre
o facto de o Presidente da Assembleia Nacional Popular e
primeiro-vice-presidente do PAIGC, Cipriano Cassama ter já anunciado
candidatura às presidenciais, Pedro Barbosa Mendonça afirmou que há
"regras e princípios" dentro do partido e que quem vai decidir que
candidato apoiar é o comité central, que é órgão máximo entre os congressos.
Quem
também já anunciou a candidatura, mas como independente, é o antigo
primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, afirmando que quer "restituir a
confiança" aos cidadãos, das instituições do Estado e ainda a
credibilidade internacional do país.
Após
a nomeação de um novo governo, o líder do PAIGC em Cabo Verde disse todos os
guineenses acreditam que "é desta vez" que o país vai avançar.
"Chegou
o momento que os guineenses devem pôr a mão na consciência e trabalhar para o
desenvolvimento do país e os sinais que estão chegando demonstram que os
guineenses estão a consciencializar-se nesta perspetiva, de fazer um trabalho
em conjunto para o bem do país e não para interesse pessoal", disse.
Uma
grave crise política teve início da Guiné-Bissau em 2015 após o Presidente
guineense, José Mário Vaz, ter demitido das funções de primeiro-ministro o
presidente do PAIGC, partido que venceu as legislativas em 2014, acusando-o de
corrupção e nepotismo.
A crise levou ao encerramento do
parlamento do país e, apesar da mediação da CEDEAO, o chefe de Estado nomeou
sete primeiros-ministros, um dos quais duas vezes.
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