Samsung já perdeu 23,1 mil milhões com problemas do Note 7


Baterias explosivas do smartphone topo de gama têm sido notícia em todo o mundo. Custos de reparação e substituição lançaram o pânico nos mercados e afastaram milhares de investidores.

Os últimos dias não têm sido nada fáceis para a Samsung. A marca sul-coreana parecia caminhar para o domínio do mercado dos smartphones com mais um modelo sem concorrência à altura e com a vantagem de um lançamento antecipado, prometia ganhar finalmente a renhida batalha com o novo iPhone.
No entanto, poucos dias antes da marca criada por Steve Jobs apresentar o modelo mais recente, começaram a surgir notícias de baterias explosivas do Galaxy Note 7, o atual topo de gama da Samsung. Depois de algumas horas de carregamento, os dispositivos correm o risco de sobreaquecer e entrar em combustão, tendo já provocado estragos em casas e carros, para além da destruição dos próprios telemóveis. 
Mesmo com a Samsung a garantir que o risco apenas existe em algumas unidades, já foram feitos vários apelos para que os telemóveis sejam trocados por versões mais recentes, sem qualquer problema de segurança. O governo norte-americano pediu mesmo que as pessoas deixassem de usar o Galaxy Note 7 enquanto todos os problemas não estivessem resolvidos, uma declaração que causou uma preocupação compreensível. 
Nos mercados, os investidores não perdoaram e durante a última semana e meia provocaram uma desvalorização quase constante, que apenas abrandou na sessão de hoje. Desde o início da crise das baterias, a Samsung já perdeu 23,1 mil milhões de euros de valorização em bolsa, a maior queda de sempre num período de tempo tão curto. 
Desde o início de julho, ainda antes do lançamento do Note 7, que as ações da Samsung não valiam tão pouco na bolsa da Coreia do Sul, uma tendência preocupante nas vésperas do lançamento do iPhone 7.

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