Marrocos pede oficialmente integração na União Africana
Marrocos pediu hoje oficialmente para integrar a União Africana, 32 anos depois de ter saído da estrutura que deu origem à organização em protesto pela adesão do Saara Ocidental, que considera parte do seu território.
"O Reino de Marrocos apresentou oficialmente um pedido para aceder ao Ato Constitutivo da União Africana e, dessa forma, tornar-se membro da União", informou a UA num comunicado.
Em julho, Rabat manifestou a intenção de reintegrar a organização numa mensagem enviada pelo rei Mohammed VI aos dirigentes da UA reunidos em cimeira em Kigali, na qual afirmava ser chegada a altura de "Marrocos reencontrar o seu lugar natural no seio da sua família institucional".
Marrocos decidiu em 1984 abandonar a Organização de Unidade Africana (OUA) -- a que sucedeu a UA -- em protesto pela adesão da República Árabe Saarauí Democrática (RASD), também designada Saara Ocidental.
A independência daquela antiga colónia espanhola anexada por Marrocos foi proclamada em 1976 pela Frente Polisário (Frente para a Libertação do Saara Ocidental).
Sucederam-se anos de luta armada, até à declaração de um cessar-fogo em 1991. Um referendo sobre o estatuto do território então prometido não se realizou até hoje.
Quando manifestou a intenção de integrar a UA, o rei Mohammed VI afirmou que ela não implica qualquer renúncia aos direitos de Marrocos sobre o Saara Ocidental.
O regresso de Marrocos à organização tem de ser votado favoravelmente pela Comissão da UA.
Imagem: Reuters

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