Grandes empresas vão contribuir com Kz 3 triliões nas receitas do Estado
São no total 547 grandes contribuintes cadastrados, que representam 85% da arrecadação total do Estado. Entretanto, os contribuintes pedem à AGT mais aproximação e celeridade na resolução dos processos fiscais.
Até ao final do presente ano económico, o Estado, através da Direcção Nacional dos Grandes Contribuintes, prevê arrecadar cerca de Kz 3 triliões das contribuições das grandes empresas. A informação foi avançada por Cláudio Paulino Dos Santos, director nacional para os Grandes Contribuintes, no final de uma reunião realizada ontem, em Luanda, que juntou quadros da AGT e responsáveis de diversas empresas.
“Os grandes contribuintes têm um grande peso no total das receitas arrecadadas pela AGT. Representam mais de 85% da arrecadação geral do Estado“, revelou Claúdio Dos Santos. O responsável explicou que o grande problema reside no cumprimento integral, ou seja, dada a crise económica, muitos contribuintes não têm capacidade de poder pagar os impostos nos prazos estabelecidos por lei ou nos que são notificados pela administração fiscal.
“A crise económica retrai o pagamento de imposto, aquilo que deveria ser pago neste exercício vai-se prolongar até 2017”, disse. A reunião denominada Encontro Metodológico com os Grandes Contribuintes visou esclarecer as grandes empresas sobre as mudanças em curso no regime tributário vigente. Foram analisados, entre outros temas, a “Figura e relevância do gestor do contribuinte”, “Medidas de facilitação nos processos aduaneiros, “ Preços de transparência” e “Incidência do imposto de selo no regime de tributação”.
“Queremos que os grandes contribuintes sejam um espelho daquilo que são as suas contribuições fiscais, nomeadamente na entrega das declarações fiscais, no pagamento de impostos e na entrega antempada de outros documentos. Claúdio Dos Santos reconheceu que dos 547 grandes contribuintes cadastrados, 87% cumpre integralmente as suas obrigações fiscais. Entretanto, deixou claro que há grandes contribuintes que não cumprem com as obrigações.
Os sectores de prestação de serviços, construção civil, bancário, segurador, tele-comunicações e petrolífero são os maiores contribuintes fiscais em Angola, segundo dados oficiais da AGT. Por sua vez, os representantes das grandes empresas presentes no evento louvaram a iniciativa da AGT em realizar o encontro mas apresentaram algumas inquietações.
Falando à imprensa, os empresários mostraram-se preocupados com a actual situação económica do país que já desvalorizou em 70% a moeda nacional, com a falta de celeridade nos processos fiscais e solicitaram maior aproximação da administração fiscal. Rui Santos, PCA da Sistec, por exemplo, disse estar preocupado com a forma como são processadas
Fonte: OPAÍS

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