FARINHA DE TRIGO VAI DESCER PARA 9 MIL KWANZAS


A partir de quarta-feira (dia 14) mais de 40 contentores de farinha de trigo serão comercializados em Luanda no entreposto aduaneiro ao preço de Kz 7 mil a Kz 9 mil, garantiu o presidente da Associação de Industriais, Panificação e Pastelarias de Angola, Gilberto Simão.

Através de um acordo firmado de “distribuição dirigida” da farinha de trigo, entre as associações e pasteleiros de panificadoras e empresários com o Entreposto Aduaneiro, com vista a evitar-se a especulação do preço da farinha de trigo no mercado, será feita a partir desta Quarta- feira a comercialização do saco de 50 kg a preço entre Kz 7 mil e Kz 9 mil, muito abaixo dos preços anteriores de Kz 20 mil a Kz 25 mil.
A revelação foi feita a OPAÍS pelo presidente da Associação de Indústrias de Panificação e Pastelarias de Angola, Gilberto Simão “Nós podemos garantir, através do câmbio a nível internacional, que o preço de referência da farinha de trigo no nosso país será entre Kz 7 mil a 9 mil Kz e até poderá ser mais baixo”, esclareceu. Referiu que a distribuição será feita somente às indústrias e empresas que estão sediadas e credenciadas pela associação, para facilitar o controlo do mapa de distribuição e evitar que haja especulação relativamente ao produto.
De acordo com o responsável, dos 40 contentores que serão inicialmente distribuídos a partir desta Quarta-feira, além da província de Luanda a distribuição vai abranger também as províncias de Malanje, Kwanza-Norte, Uíge e Zaire. Além do Entreposto Aduaneiro de Lunada, a farinha de trigo vai ainda chegar ao porto do Lobito para abastecer outras províncias como o Bié, Huambo, Kuando Kubango e Cunene. Gilberto Simão lamentou o facto de não haver núcleos da associação nas províncias das lundas Norte e Sul e Móxico, sendo estas as únicas províncias sem distribuição dirigida.
Vantagens da Central de compras
Insistiu igualmente na criação de uma central de compras, o que, no seu entender, só traz vantagens, e apelou a uma maior colaboração e ao apoio do Executivo para que esse objectivo seja concretizado. A existência de uma central de compras vai permitir que seja feito o maior controlo do mapa de distribuição dos panificadores, evitando que a farinha de trigo chegue ao mercado paralelo e às fronteiras. Gilberto Simão esclareceu que a central de compras, além de resolver o problema da matéria-prima, permitirá que seja resolvido também o dos acessórios e equipamentos.
“Queremos suprimir todos os constrangimentos, quer de matéria- prima e de equipamentos, quer de manutenção e outros”, realçou. Salientou que o objectivo não é substituir os importadores da matéria-prima, mas, no entanto, reiterou a necessidade de os importadores se juntarem à associação, a fim de se estabelecerem contactos.

Fonte: OPAÍS

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