Comércio de Angola com a China volta a disparar


Em Julho, já consequência, ou não, dos acordos financeiros entre os dois países, Angola importou mais 80% da China que no mês anterior e as exportações (petróleo) subiram quase 31%.

O comércio entre Angola e a China disparou em Julho, depois de vários meses marcados pela retracção nas relações comerciais entre os dois países. As importações que Angola faz da China aumentaram mais de 80% de Junho para Julho, as exportações que têm como destino a potência asiática subiram quase 31% (o que traduz a recuperação do valor do petróleo e também o facto de Angola ter ganho o estatuto de maior fornecedor de crude da China).
No seu conjunto, de acordo com os dados do departamento das alfândegas chinesas citadas pelo Fórum Macau, as trocas comerciais entre os dois países um acréscimo superior a 35%, o que reflectirá já os acordos firmados no plano financeiro, aguardando- se ainda a concretização do acordo monetário, prometido para este ano aquando da última visita do Presidente da República ao parceiro asiático.
Os números de Julho são tanto mais significativos quanto, no mês anterior, as exportações angolanas para a China (essencialmente petróleo) recuaram 28,39%, situando-se em USD 1,24 mil milhões e as importações do parceiro asiático haviam quebrado 66,8%, ficando-se por USD 118 milhões. Se, em Junho, o valor das trocas comerciais se ficou por USD 1,36 mil milhões, em Julho, atingiram USD 1,84 mil milhões.
Em Julho, as importações que Angola efectuou da China situaram-se em USD 213 milhões e as exportações dispararam para USD 1,62 mil milhões. Em termos acumulados e em comparação com o mesmo período de 2015, o valor alcançado entre Janeiro e Julho deste ano nas trocas comerciais ainda é negativo (menos 27,7%). A maior redução vem da parte das importações que Angola faz de bens e serviços chineses (menos 60,6%), atingindo o valor de USD 943 milhões. Nos sete primeiros meses do ano, as exportações de Angola para a China somaram mais de USD 8 mil milhões.
Angola é o principal destino do investimento chinês em África. Terá recebido, nos últimos 16 anos, mais de USD 11 mil milhões, de acordo com a ChinaFile, uma revista digital norte- americana do Centro de Relações Estados Unidos-China, parte da Organização Não Governamental Asian Society. O financiamento terá beneficiado sobretudo o sector dos transportes (20%) e a produção e abastecimento de energia (18%). A mais recente Linha de Crédito da China (LCC) a Angola, da ordem de USD 6 mil milhões vai financiar dezenas de projectos (155), a executar em grande parte por empresas chinesas, gerando a criação de 365 mil empregos.
Vêem sendo adjudicadas a empresas chinesas obras nos mais diferentes domínios, assim como aumenta o número de empresas chinesas interessadas em investir em Angola. Aguarda-se ainda a entrada em vigor de um acordo monetário, com concretização prevista para este ano, na sequência da visita do Presidente da República à República Popular da China em Junho de 2015.

Importações da China sobem pela primeira vez em quase dois anos

As importações da China subiram 1,5%, em Agosto, face ao mesmo mês do ano passado, no primeiro aumento em quase dois anos, revelaram ontem as alfândegas do país, num sinal positivo para a segunda maior economia mundial. As exportações recuaram 2,8%, em termos homólogos, para USD 190,6 mil milhões O excedente da balança comercial chinesa recuou 13,6%, no mesmo período, para USD 52 mil milhões. Estes dados são o mais recente indicador positivo para a maior potência comercial do planeta, com a primeira subida das importações, para USD 138,5 mil milhões desde Outubro de 2014.
A China foi o motor da recuperação global após a crise financeira de 2008 e o desempenho da sua economia tem impacto em vários países, desde a Austrália à Zâmbia. A China é, por exemplo, o principal cliente do petróleo de Angola, que em Julho foi o maior fornecedor de crude do país asiático, ultrapassando a Arábia Saudita e a Rússia, com as vendas a aumentarem 23,3%, face ao mês anterior, para 4,27 milhões de toneladas, segundo dados oficiais.
O país asiático é também o principal parceiro comercial do Brasil e um dos principais investidores em Portugal. Em 2015, a economia chinesa cresceu 6,9%, o ritmo mais lento dos últimos 25 anos. No início do mês, dados oficiais revelaram que o índice de produção industrial da China subiu também para o nível mais alto em quase dois anos. (Lusa)

Sem comentários:

Com tecnologia do Blogger.