Análise diária: Angola é maior produtor de crude em África há seis meses


Em Agosto, pelo sexto mês consecutivo Angola afirmou-se como o maior produtor africano de petróleo, atingindo, em média, 1,77 milhões de barris por dia

A produção de crude de Angola estabeleceu-se no maior nível de África pelo sexto mês consecutivo. A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) divulgou no seu relatório de Setembro que a produção de petróleo de Angola referente a Agosto fixou-se em 1,77 milhões de barris/dia, um aumento de 8,8 mil barris/dia em relação ao registo de Julho.
Os países membros da Organização que apresentaram a maior contribuição na produção foram a Arábia Saudita e o Irão com aumentos de 28 mil barris/dia e 22,3 mil barris/dia, respectivamente e as maiores reduções ocorreram na Nigéria e na Líbia, em que a produção contraiu em 51,2 e 21,3 mil barris/dia, respectivamente.
A produção nacional representou 5,33% do total da OPEP e manteve a posição de maior produtor de crude africano pelo sexto mês consecutivo. A inflação mensal medida pela variação do Índice de Preços Grossista (IPG) superou a variação do Índice de Preços ao Consumidor de Luanda (IPC).
O IPG divulgado pelo INE registrou redução de 0,59 p.p., ao sair de 4,44% para 3,85% no mês de Agosto. Apesar disto, ficou acima dos 3,30% referente a inflação medida pelo IPC. Entretanto, a inflação homóloga medida pelo IPC fixou-se em 38,18%, enquanto a inflação homóloga medida pelo IPG ficou em 23,08%.
 Espaço Internacional
No Reino Unido, o aumento dos pedidos de subsídios de desemprego em Agosto, reforça a expectativa de mais estímulos económicos em Novembro. Os pedidos de subsídios de desemprego aumentaram em 2,4 mil em Agosto, contrariamente à redução de 3,6 mil pedidos, registada no mês anterior.
A inversão do desempenho do indicador representa um sinal contrário às expectativas do Banco de Inglaterra (BoE) que atribui peso significativo à estabilidade no mercado laboral, pela sua capacidade de influenciar a inflação doméstica.
A necessidade de controlo do desemprego abaixo de 5% desde Abril do ano corrente, aumentou as expectativas do Bo E adoptar medidas de estímulo à economia, como a política monetária expansionista de Agosto. Na Zona Euro, a produção industrial reduziu, pressionada pelo desempenho pouco positivo
da Alemanha e da França. A produção industrial reduziu em 1,1% em Julho, após aumento de 0,8% no mês anterior. A redução da produção para níveis inferiores às expectativas dos analistas de -1%, reflecte o impacto da Alemanha e da França, que superou o aumento da produção na Espanha e Itália.
No Japão, a produção industrial reduziu em 0,4% em Julho. A produção industrial reduziu em 0,4% em Julho, tendo contribuído para o agravamento da produção homóloga de -3,8% em Junho para -4,2% em Julho. O desempenho do indicador reflectiu-se na variação da capacidade utilizada de 1,5% para 0,6%, no período acima referenciado, apesar das medidas de estímulo económico adoptadas pelo Banco do Japão (BoJ).
Destaques da Agenda Económica
O Atlântico destacou esta Quinta-feira a divulgação, no Reino Unido, da taxa de juro de referência de Setembro, havendo a expectativa de que se mantivesse em 0,25%.
Uma chamada de atenção ainda para a divulgação da taxa de inflação homóloga da Zona Euro relativa a Agosto, sendo esperado que aumentasse 0,2%.

Fonte: 
Imagem: Reprodução/Internet

Sem comentários:

Com tecnologia do Blogger.