Representante da OMS chama atenção para um forte aumento de cancro da mama

O Representante da Organização Mundial em Angola (OMS) Hernado
Agudelo, chamou a atenção para um “forte aumento” nos casos de cancro de mama,
tanto na incidência e mortalidade da doença que vêm aumentado desde 2008.
A margem
da Conferência Internacional sobre o Cancro em Angola, salientando que o cancro
de mama já é o tipo mais comum em mulheres em 140 países e, também a principal
causa de morte nos países menos desenvolvidos. “Isto deve-se, em parte, a uma
mudança no estilo de vida dessa população”, considerou.
Além disso, os avanços clínicos para
combater essa doença não atingem as mulheres que vivem nessas regiões, avançou,
destacando a necessidade urgente para os avanços na detecção, diagnóstico e
tratamento de cancro de mama a serem implementados em países em
desenvolvimento.
Disse que prevê-se igualmente que o número
de casos de cancro suba para mais de 19 milhões por ano até 2025, e as
projecções com base nessas estimativas apontam que ocorrerão em 2025 cerca de
19,3 milhões novos casos, apontando que cerca de 32,6 milhões de indivíduos
viviam com a doença depois de cinco anos de diagnóstico.
Fez saber que nos países desenvolvidos,
predomina o cancro do pulmão, da mama, próstata, de cólon e reto, do endométrio e as doenças neoplásicas são a segunda maior causa de morte por
doença.
“Nos países em desenvolvimento, as
neoplasias mais incidentes são as de colo uterino, estômago, fígado, cavidade
oral, sarcoma de kapasi, nesses as doenças neoplassicas não fazem parte das principais
causas de óbito, visto que, as doenças infecciosas são os principais problemas
de saúde”, frisou.
Por outro lado, frisou que enquanto nos
países desenvolvidos, apenas 10 porcento das neoplasias estão associadas aos
agentes biológicos e mais de 60 porcento dos pacientes são diagnosticados em
fase precoces da doença, nos países de baixa renda ocorre o posto, mais de 25
porcento das neoplasias têm sido associadas a agentes infecciosos e 80 porcento
são diagnosticados em fase avançada da doença.
Mencionou que nos países em
desenvolvimento, onde se enquadra Angola, a magnitude do cancro não é bem
conhecida, apontando como causas devido a insuficiência de recursos humanos
qualificados, a falta de meios de diagnóstico e de registos de cancro de base
populacional.
Fonte (s): portaldeangola
Imagem (s): portaldeangola
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Colaborador (s): Jairo Costa
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